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Os últimos 10 anos na Borgonha - Parte 1

Os últimos 10 anos na Borgonha - Parte 1

Os últimos 10 anos na Borgonha - Parte 1

Em poucas frases, vamos ver aqui um pouco de como foram as condições climáticas na Côte d’Or (de uma forma geral, pois é extremamente fragmentada e muito muda de uma comuna para a outra). 

2020: foi livre de problemas com geada. Suficiente água para evitar o estresse das vinhas. Um verão quente, seco, mas sem excessos. Brancos fantásticos, com muita concentração e acidez. Tintos fenomenais também. Bastante maturação nas uvas, porém níveis de açúcar mais baixos que 2019. 

2019: mais um ano de rendimentos baixos. Acidez e concentração em abundância - dois elementos que normalmente não andam juntos. Brancos com fruta muito madura mas não over, mostrando um perfil de fruto branco mais do que cítrico. Os tintos são potentes e encorpados. O álcool aparece menos quem em 2018. 

2018: altos rendimentos poderiam indicar diluição de sabores, mas, milagrosamente, não é o caso. Fruta generosa, vinhos mais abertos, bastante maturação, mas sem peso extremo. Vinhos brancos ótimos, mas pouquíssimos espetaculares. Nos tintos, alguns de status “lendário” sim. O primeiro ano de uma série de 3 anos quentes e que alguns problemas surgiram: taninos não suficientemente maduros; excesso de álcool; overripeness. 

2017: brancos magníficos, um pouco mais abertos que 2014, mas com a mesma mineralidade e firmeza de estrutura que marcou aquele ano excepcional. Vão longe na adega e pela fruta aberta também podem ser bebidos com pouco tempo de garrafa. Os tintos são delicados, finos, sensuais… apesar de não ser um grande ano para os tintos de guarda. 

2016: A pior geada da Borgonha em mais de 30 anos em algumas áreas reduziu o tamanho da safra de 2016 dramaticamente e por ter sido em Abril, trouxe um problema atípico de duas brotações distintas nas videiras  - o que depois resultou no efeito “sweet and sour” com uvas muito maduras e outras nada maduras no mesmo dia de colheita. Entretanto, tintos deliciosos e promissores que entregam suculência, taninos macios e drinkability. Os brancos são finos e elegantes, nos melhores casos. Sem excessos para ambos. 

2015: um ano relativamente livre de estresse para os vignerons. Um ano solar e com temperaturas relativamente altas, mas que se torna evidente que os produtores aprenderam a domar essas variáveis. Os brancos carregam certo peso e alguns não encontraram a harmonia ainda. Tintos de estrutura, riqueza de fruta e potencial de guarda elevado nos níveis mais altos. 

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